Índia: Os Primeiros Anos

Tempo de leitura: 3 Minutos Tornando-se global

Em Janeiro de 2005, criei alguns esboços sobre como o site da benchmark.com ficaria. Admito que não eram nada bonitos. Me lembro de até pegar algumas inspirações dos competidores. Basicamente, fiquei observando seu processo tentando adivinhar como melhorá-lo. O processo consistia em desenhar em uma folha de papel, escanear e enviar por email como um anexo.

No começo, tinha orgulho de ter um trabalho bacana ao tentar explicar tudo. Eventualmente, conforme ficamos mais confortáveis uns com os outros, os rascunhos pareciam pegadas de galinha. Nossos desenvolvedores, em um tempo relativamente curto, criavam páginas de formulários asp que eu tinha que revisar. Eu compartilhava minhas anotações via ligações Skype (Skype foi fundado em 2003, o que nos fez quase pais adotivos da tecnologia). Continuamos com esse processo nas semanas seguintes até eu me sentir confortável com nossos resultados.

Não tínhamos um servidor de teste, apenas um de produção. As mudanças que fazíamos iam ao ar rapidamente. Era um processo muito rápido para desenvolver, mas devo admitir que faltava criatividade para fazermos coisas diferentes. Nossa tecnologia na época era basicamente HTML, SQL e formulários de internet que rodavam todos no nosso único servidor. Com o tempo, expandimos e aumentamos nossa tecnologia. Não ache, porém, que irei falar cronologicamente das nossas atualizações. Esse não é o foco deste post. Quero simplesmente mostrar como fazíamos as coisas.

As primeiras conversas com nossos desenvolvedores ocorreram super bem. Algumas vezes as pessoas até me perguntavam como eu havia achado aquele time, se tinha sido por acaso. Posso dizer honestamente que eu passei por pelo menos duas outras equipes, tentando fazer com que eles executassem minhas ideias. Contudo, as coisas eram difíceis com os primeiros desenvolvedores. A comunicação era difícil, as correções eram cansativas, tínhamos problema com o Skype, etc. Já consegue imaginar né? As coisas simplesmente não pareciam estar certas. Mais ou menos como namorar a pessoa errada tentando fazer dar certo. Com o tempo você só desiste e continua em frente.

Uma vez que eu encontrei o grupo certo, as coisas se tornaram muito mais fáceis. Eles se comunicavam bem e falavam inglês fluentemente. Nossos primeiros desenvolvedores também se tornaram amigos. Ash, Kishore e Mark (dois Hindus e um católico) estavam dispostos a conversar sobre qualquer assunto e dar boas risadas. Essa disposição e facilidade de comunicação não foram fáceis de ser alcançadas já que as diferenças culturais eram bem fortes e uma compreensão do tom de voz e risadas às vezes eram difíceis de se encontrar. Os rapazes eram do sul da Índia (Mumbai e Kerala) onde o inglês era mais prevalente. Na realidade, me disseram que as pessoas do sul (especialmente os programadores) preferiam o inglês ao Hindi (Na verdade, as quatro linguagens mais faladas no sul são Tamil, Telugu, Kannada e Malayalam) e isso obviamente era um grande benefício pra mim.

O desenvolvimento estava avançando sem problemas e nós estávamos tendo um excelente progresso. Quando começamos a vender seriamente o produto em 2005, convenci-me de que a Benchmark já tinha raízes e teria sucesso. Estávamos com um crescimento rápido e os clientes estavam migrando para nossa ferramenta.

Pequeno desvio (a gíria que eu usava antigamente se tornou PD, pequeno desvio, para me permitir desviar do assunto para os diversos pontos que eu precisava que os desenvolvedores considerassem. Eles também gostavam disso, contanto que não desviássemos muito do assunto como eu provavelmente estou fazendo aqui :)), devo falar sobre minha viagem para Delhi. Voei para conhecer Virender, nossa única pessoa de suporte naquela época, em Gurgaon, que é um subúrbio de Delhi. Foi um vôo direto de Chicago para Delhi. Se não me engano, foi um vôo de pelo menos 17 horas (UGHH!). Voei em um antigo e desconfortável 747. Não consegui nem cochilar. Andando pelo aeroporto, vi muitas guardas armados com armas automáticas, o que foi uma nova experiência pra mim. Eles tinham revólveres e metralhadoras em seus braços. Isso foi um pouco chocante para um mim, um americano normal que nunca tinha viajado para essa parte do mundo.

Curt, Virender & family

Apesar dessa foto ter sido tirada mais tarde durante a viagem, é impressionante olhar pra trás, mesmo pra esse dia tão distante, e reconhecer o quanto crescemos… e ver quão novas nossas crianças (e nós também) eram.

A linguagem e aromas (eu amo curry) eram exóticos. As pessoas se vestiam de maneira diferente, e me lembro de andar por essa grande área vendo um mar de rostos e buzinas de carro, todos esperando pelos outros, com os sinais em hindi e inglês. Virender não poderia ter sido mais rápido em me encontrar e me fazer bem vindo à Índia. Senti um grande alívio quando finalmente nos encontramos, e imediatamente me senti à vontade com esta nova terra e meu novo amigo e colega.

Em meu próximo blog, irei escrever sobre como meu primeiro time e eu vencemos nossos desafios continuamos a seguir adiante.

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