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Índia: Os Primeiros Anos

Índia: Os Primeiros Anos

Tornando-se global • 28 de setembro de 2016

Em Janeiro de 2005, criei alguns esboços sobre como o site da benchmark.com ficaria. Admito que não eram nada bonitos. Me lembro de até pegar algumas inspirações dos competidores. Basicamente, fiquei observando seu processo tentando adivinhar como melhorá-lo. O processo consistia em desenhar em uma folha de papel, escanear e enviar por email como um anexo. No começo, tinha orgulho de ter um trabalho bacana ao tentar explicar tudo. Eventualmente, conforme ficamos mais confortáveis uns com os outros, os rascunhos pareciam pegadas de galinha. Nossos desenvolvedores, em um tempo relativamente curto, criavam páginas de formulários asp que eu tinha que revisar. Eu compartilhava minhas anotações via ligações Skype (Skype foi fundado em 2003, o que nos fez quase pais adotivos da tecnologia). Continuamos com esse processo nas semanas seguintes até eu me sentir confortável com nossos resultados. Não tínhamos um servidor de teste, apenas um de produção. As mudanças que fazíamos iam ao ar rapidamente. Era um processo muito rápido para desenvolver, mas devo admitir que faltava criatividade para fazermos coisas diferentes. Nossa tecnologia na época era basicamente HTML, SQL e formulários de internet que rodavam todos no nosso único servidor. Com o tempo, expandimos e aumentamos nossa tecnologia. Não ache, porém, que irei falar cronologicamente das nossas atualizações. Esse não é o foco deste post. Quero simplesmente mostrar como fazíamos as coisas. As primeiras conversas com nossos desenvolvedores ocorreram super bem. Algumas vezes as pessoas até me perguntavam como eu havia achado aquele time, se tinha sido por acaso. Posso dizer honestamente que eu passei por pelo menos duas outras equipes, tentando fazer com que eles executassem minhas ideias. Contudo, as coisas eram difíceis com os primeiros desenvolvedores. A comunicação era difícil, as correções eram cansativas, tínhamos problema com o Skype, etc. Já consegue imaginar né? As coisas simplesmente não pareciam estar certas. Mais ou menos como namorar a pessoa errada tentando fazer dar certo. Com o tempo você só desiste e continua em frente. Uma vez que eu encontrei o grupo certo, as coisas se tornaram muito mais fáceis. Eles se comunicavam bem e falavam inglês fluentemente. Nossos primeiros desenvolvedores também se tornaram amigos. Ash, Kishore e Mark (dois Hindus e um católico) estavam dispostos a conversar sobre qualquer assunto e dar boas risadas. Essa disposição e facilidade de comunicação não foram fáceis de ser alcançadas já que as diferenças culturais eram bem fortes e uma compreensão do tom de voz e risadas às vezes eram difíceis de se encontrar. Os rapazes eram do sul da Índia (Mumbai e Kerala) onde o inglês era mais prevalente. Na realidade, me disseram que as pessoas do sul (especialmente os programadores) preferiam o inglês ao Hindi (Na verdade, as quatro linguagens mais faladas no sul são Tamil, Telugu, Kannada e Malayalam) e isso obviamente era um grande benefício pra mim. O desenvolvimento estava avançando sem problemas e nós estávamos tendo um excelente progresso. Quando começamos a vender seriamente o produto em 2005, convenci-me de que a Benchmark já tinha raízes e teria sucesso. Estávamos com um crescimento rápido e os clientes estavam migrando para nossa ferramenta. Pequeno desvio (a gíria que eu usava antigamente se tornou PD, pequeno desvio, para me permitir desviar do assunto para os diversos pontos que eu precisava que os desenvolvedores considerassem. Eles também gostavam disso, contanto que não desviássemos muito do assunto como eu provavelmente estou fazendo aqui :)), devo falar sobre minha viagem para Delhi. Voei para conhecer Virender, nossa única pessoa de suporte naquela época, em Gurgaon, que é um subúrbio de Delhi. Foi um vôo direto de Chicago para Delhi. Se não me engano, foi um vôo de pelo menos 17 horas (UGHH!). Voei em um antigo e desconfortável 747. Não consegui nem cochilar. Andando pelo aeroporto, vi muitas guardas armados com armas automáticas, o que foi uma nova experiência pra mim. Eles tinham revólveres e metralhadoras em seus braços. Isso foi um pouco chocante para um mim, um americano normal que nunca tinha viajado para essa parte do mundo. [caption id=\"attachment_2452\" align=\"aligncenter\" width=\"768\"] Apesar dessa foto ter sido tirada mais tarde durante a viagem, é impressionante olhar pra trás, mesmo pra esse dia tão distante, e reconhecer o quanto crescemos… e ver quão novas nossas crianças (e nós também) eram.[/caption] A linguagem e aromas (eu amo curry) eram exóticos. As pessoas se vestiam de maneira diferente, e me lembro de andar por essa grande área vendo um mar de rostos e buzinas de carro, todos esperando pelos outros, com os sinais em hindi e inglês. Virender não poderia ter sido mais rápido em me encontrar e me fazer bem vindo à Índia. Senti um grande alívio quando finalmente nos encontramos, e imediatamente me senti à vontade com esta nova terra e meu novo amigo e colega. Em meu próximo blog, irei escrever sobre como meu primeiro time e eu vencemos nossos desafios continuamos a seguir adiante.


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O “fator-x” do seu escritório: O que um ambiente de trabalho descontraído precisa ter

Além do Email • 6 de março de 2015

É provável que uma das coisas mais tristes no mundo seja uma empresa que parece ótima online mas que ao vivo está deteriorada. Infelizmente isso acontece com a maioria das empresas – eis o porquê. “Moeda cultural” significa que o valor de uma empresa está relacionado não apenas com o que ela pode oferecer aos seus clientes, mas também com o valor cultural que eles percebem. O mesmo vale para um recrutamento; você quer manter sua empresa no topo para atrair os candidatos mais inovadores. Então o que uma “moeda cultural” realmente significa? Primeiro, é mais do que uma aparência digital. É fácil criar um site brilhante e alguns materiais de marketing para sua marca – mas essa “energia” está em você pessoalmente? Responder essa pergunta envolve olhar para o seu ambiente de trabalho e se perguntar com o que seu escritório (e seus funcionários) se parecem. Se há indícios de funcionários pouco motivados e inovadores, então você está por fora do que eu chamo de “fator-x” da cultura de uma empresa. Mas você pode corrigir isso, nós separamos algumas maneiras bem rápidas e fáceis de fazer isso. E, assim como eu tenho certeza que você vai descobrir, acrescentar esses truques possui um efeito positivo em seus funcionários, inspirando-os a serem mais inovadores – e os animando a ir trabalhar no dia-a-dia. Paredes de lousa Ainda que você possa ter visto essa ideia no Pinterest, ela realmente funciona em um ambiente corporativo. Ter várias paredes de lousa é realmente uma maneira dinâmica de falar em voz alta. Procure manter uma parede reservado para visitas e outra para funcionários poderem “rabiscar” também. Sacos de pancada Além de ter uma ótima aparência, ter um saco de pancada incentiva aptidão física e mental, e passa à empresa uma sensação de “nós não temos medo de trabalhar duro e dar nosso suor”. Para além disso, adicione um speed bag também. Para muitas pessoas, usar um speed bag é como se alongar numa esteira de yoga. É relaxante e alivia o estresse. Uma sala de estar Você pode até chamar o espaço como quiser, mas este ambiente deve realmente ser bem decorado em tons suaves, baixa iluminação e sofás confortáveis. Pode ser um lugar para os funcionários tirarem um rápido cochilo na hora do almoço, terem uma reunião mais íntima, ou simplesmente para tomar fôlego entre um projeto e outro. Se você não pode ter uma sala de estar, procure ter uma “tenda” de estar. Uma tenda pendurada ao teto com tapetes e almofadas confortáveis é uma opção deslumbrante (e útil) para um escritório – e um ótimo lugar para aqueles 10 minutos de brainstorm. Brinquedos Quem não adora brinquedos? Eles nos lembram de brincar, experimentar e não levar a sério nós mesmos. Eu recomendo ter um monte de brinquedos por aí – em mesas de trabalho, de conferência... Algumas ideias realmente brilhantes incluíam areia cinética, quebra-cabeças de lógica, gadgets sensoriais, e até mesmo Legos. Na verdade, ter areia cinética na mesa de conferência não apenas estimula a criatividade mas também dá às pessoas algo para fazer durante as longas reuniões. Uma boa cozinha Ainda que nem todas as empresas tenham espaço para isso, ter uma cozinha decente é uma peça fundamental para unir as pessoas. Esse ambiente é mais comum é espaços de co-working. Talvez isso seja algo para lembrar que você de crescer além do seu espaço. A cozinha da a chance de providenciar um almoço semanal para sua “família-da-empresa”, e até mesmo criar oportunidade de desenvolvimento de equipe em torno de desafios no fogão que podem juntar pessoas que não estão acostumadas a trabalhar junto. Marcando seu ambiente de trabalho Isso é comum em empresas nas quais dominam um padrão estético, e geralmente trata-se de uma estética ou mais masculina ou excessivamente genérica em comparação com aquilo que se espera de uma agência típica. Experimente o seguinte: dê $100 a cada empregado para que possam personalizar seus espaços com as coisas que os identificam. Claro, crie diretrizes, mas incentive-os a usar metade de um dia de trabalho para saírem e comprarem o que quiserem para tornar seus espaços personalizados. Não só é uma maneira rápida de trazer vida ao ambiente, mas também cria um sentimento de propriedade que muitas vezes se traduz em melhor rendimento no trabalho. A teoria é que você fica mais disposto a dar o seu melhor em um lugar que você sente de verdade que é seu.


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